Ana Siuffo
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Saúde e Tecnologia

A indispensabilidade da mediação humana na prática médica

Proposta:

Com base na leitura dos textos motivadores e em seus próprios conhecimentos, redija uma dissertação argumentativa, em norma-padrão da língua portuguesa, sobre a indispensabilidade da mediação humana no exercício da prática médica em um contexto social em que pessoas comuns recorrem à inteligência artificial para obter diagnósticos e orientações de saúde, comprometendo a precisão clínica e a segurança do cuidado.

Orientação em Áudio

Ouça uma breve orientação sobre como abordar este tema

Texto I:

O Brasil está entre os países que mais utilizam o ChatGPT no mundo, e essa popularidade se estendeu à área da saúde, onde um número crescente de pessoas recorre à inteligência artificial (IA) para obter orientações sobre seus sintomas, interpretar exames e até receber sugestões de tratamento. Esse fenômeno, impulsionado pela conveniência e pela percepção de acesso imediato a informações, configura um novo comportamento social que substitui a consulta médica tradicional pela interação com um algoritmo. Contudo, essa prática acende um alerta entre especialistas. Segundo uma pesquisa da Forbes, o autodiagnóstico com IA já preocupa a maioria dos médicos brasileiros, com 83% deles apontando que os pacientes correm riscos significativos ao confiar em diagnósticos gerados por essas plataformas. Fontes: Terra, 2025; Forbes Brasil, 2024 (Adaptado).

Texto II:

Os riscos associados à substituição do médico por uma IA são concretos e potencialmente graves. Um caso documentado pela revista Superinteressante relata a história de um homem que foi intoxicado ao seguir uma recomendação de tratamento feita pelo ChatGPT. O portal G1, da Globo, adverte que as "consultas" com IA podem gerar "alucinações" - informações incorretas, mas plausíveis - que levam a diagnósticos errados e atrasam a busca por tratamento adequado. O jornal Estadão complementa, afirmando que, embora os chatbots estejam avançando em sua capacidade, eles ainda podem colocar os pacientes em perigo, especialmente quando solicitados a interpretar exames complexos sem o conhecimento do histórico completo do indivíduo. Fontes: Superinteressante, 2025; G1/Globo, 2025; Estadão, 2025 (Adaptado).

Texto III:

A prática médica segura e eficaz depende de uma base que a inteligência artificial não possui: a mediação humana. O Conselho Federal de Medicina (CFM) e diversas associações de especialidades médicas reforçam que o ato médico é complexo e insubstituível, envolvendo não apenas a análise de dados, mas também a escuta ativa, o exame físico e a interpretação do contexto de vida do paciente. Um médico, ao contrário de um algoritmo, é capaz de perceber nuances em uma conversa, identificar sinais não verbais de angústia e fazer perguntas que guiam a um diagnóstico diferencial preciso. Fontes: Conselho Federal de Medicina (CFM); Portal Drauzio Varella (Adaptado).

Texto IV:

O paradoxo do "Dr. Google" e, agora, do "Dr. ChatGPT" é que, ao mesmo tempo em que democratizam o acesso à informação, eles podem gerar uma falsa sensação de conhecimento e autonomia, comprometendo a saúde. A facilidade de perguntar a uma IA sobre um sintoma pode levar o paciente a minimizar um quadro grave ou a se automedicar com base em uma sugestão equivocada. A mediação humana, nesse contexto, atua como um filtro de segurança e confiabilidade. Fontes: Artigos de opinião de especialistas em saúde pública (Adaptado).

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