Ana Siuffo
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Tecnologia e Saúde

O futuro do ser humano diante do sedentarismo tecnológico

Proposta:

Com base nos textos motivadores e em suas reflexões sobre o tema, redija, na norma-padrão da língua portuguesa, uma dissertação argumentativa sobre o futuro do ser humano diante do crescente sedentarismo tecnológico, considerando os impactos físicos e mentais da inatividade e os riscos sociais de uma coletividade cada vez mais passiva e dependente das telas.

Orientação em Áudio

Ouça uma breve orientação sobre como abordar este tema

Texto 1:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o sedentarismo um dos maiores problemas de saúde pública do século XXI. No Brasil, o quadro é particularmente alarmante: o país ocupa a 5ª posição no ranking mundial e a 1ª na América Latina, com quase metade da população declarando não praticar atividades físicas regulares. Essa realidade se agrava em razão do tempo excessivo diante de telas — celulares, computadores, televisores e videogames. O resultado é o aumento das chamadas doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares.

Texto 2:

O neurocientista francês Michel Desmurget argumenta que o uso desmedido de dispositivos digitais "ensina o corpo a permanecer parado", instaurando uma verdadeira cultura da imobilidade. Segundo ele, a prática prolongada de permanecer sentado, em posturas estáticas, compromete não apenas o desenvolvimento motor, mas também a estrutura cognitiva e emocional dos indivíduos. Crianças e adolescentes já apresentam déficits básicos de coordenação e equilíbrio, ao mesmo tempo em que experimentam distúrbios do sono, ansiedade, dificuldade de concentração e dependência química da dopamina digital.

Texto 3:

Embora os efeitos do sedentarismo sejam sentidos primeiramente no corpo individual, as consequências se expandem para o tecido social. O avanço das tecnologias digitais tem substituído o lazer ativo, as brincadeiras coletivas e a convivência comunitária por interações mediadas por telas. Esse fenômeno reduz a circulação em espaços públicos, enfraquece os vínculos sociais e contribui para um processo crescente de isolamento. O filósofo Zygmunt Bauman advertia que a busca por prazeres imediatos gera sociedades frágeis e descartáveis.

Texto 4:

A arte e a ficção frequentemente antecipam reflexões sobre o destino humano. Na animação Wall-E (2008), a humanidade é representada como uma massa obesa, imobilizada e dependente de máquinas para realizar até as tarefas mais simples. A autonomia corporal é perdida, e as relações sociais são reduzidas ao consumo passivo de entretenimento digital. Embora se trate de uma obra de ficção científica, a narrativa funciona como metáfora crítica da trajetória que o ser humano pode trilhar caso o sedentarismo tecnológico se torne hegemônico.

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